OUTROS: Mc 14:3-9; Lc 7:37-38; Jo 11:2; Jo 12:3
Em seguida, o evento é narrado: aproxima-se uma mulher com um frasco contendo um perfume. Derrama sobre a cabeça de Jesus, que está à mesa com os discípulos; alguns discípulos criticam, acusam desperdício de algo precioso que poderia ser vendido, e dado aos pobres; Jesus rebate as críticas à mulher e diz algo que soa contundente: os pobres, tendes sempre convosco, mas não a mim. E completa, que este perfume jogado é uma preparação para seu enterro. Concluindo, clama que este acontecimento e o feito da mulher seja proclamado em todo universo e em memória da mulher!
Na leitura desta narrativa fica com efeito no ar o "perfume" de que algo significativo está enterrado, como um tesouro de imenso valor, e que como sempre opta-se por estar e ficar com os pobres...
Entre outras interpretações inovadoras deste relato, que Jesus pede que não seja jamais esquecido, encontram-se alguns elementos de reflexão para sua exegese. Primeiramente, a mulher que se apresenta, é identificada apenas em João, como sendo Maria. Segundo, o vaso de alabastro, contém um bálsamo de nardo. O nardo é uma planta tradicional do extremo oriente, do Tibete e da Índia e da China. O que nos permita imaginar que o corpo de Jesus, será enterrado perfumado com essências orientais. Ou seja, seu ensinamento será julgado como «perfumado» de tradição oriental.
Quanto à polêmica entre uso ou não deste bálsamo tão valioso, para perfumar a cabeça e os pés de Jesus, pode significar ainda uma disputa sobre seu ensinamento, como considerado anteriormente: qual deve ser o teor de fonte oriental, a ser transmitido na doutrina cristã?